segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Regresso a Salamanca

Os participantes na Conferência Mundial sobre Educação Inclusiva, que reuniram na passada semana (21 a 23 de Outubro de 2009), em Salamanca, aprovaram uma resolução em três pontos:

Em primeiro, reafirmou-se o compromisso com a Declaração de Salamanca (1994) e com o propósito de desenvolver a educação inclusiva em todos os países do mundo e saudou-se a Convenção da Organização das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências (UNCRPD). A resolução dá especial relevo ao artigo 24º, o reconhecimento do direito humano à educação inclusiva enquanto processo que apoia as crianças a atingir os seus potenciais académicos e sociais e que implica remover as barreiras do meio, das atitudes, da comunicação, do currículo, do ensino, da socialização e da avaliação a todos os níveis.

O segundo ponto é um apelo a todos os governos para que ratifiquem a Convenção da ONU e desenvolvam e instituam planos concretos a assegurar a educação inclusiva pra todos. A resolução apela ainda às principais agências internacionais, como a UNESCO, a UNICEF ou o Banco Mundial para encararem como prioritário e aumentarem o apoio à educação inclusiva.

A terceira resolução é o compromisso dos participantes na formação de uma aliança para transformar os esforços globais por uma Educação para Todos, criando uma melhor educação para todos pelo desenvolvimento da educação inclusiva e lançam a INICIATIVE 24, como veículo para atingir esse fim.


Estiveram presentes 400 representantes de 57 países (África do Sul, Alemanha, Andorra, Argentina, Arménia, Áustria, Bélgica, Bolívia, Brasil, Bulgária, Canadá, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Costa Rica, Croácia, Dinamarca, Egipto, Espanha, Equador, Estados Unidos da América, Filipinas, Finlândia, França, Geórgia, Holanda, Hong Kong, Honduras, Hungria, Índia, Irlanda, Israel, Itália, Líbano, Líbia, Lituânia, México, Malásia, Moçambique, Moldávia, Namíbia, Nicarágua, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Peru, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia, Rússia, Sérvia, Suécia, Uruguai, Zâmbia e Zimbabué). A Conferência foi organizada pela Inclusion International, com a INICO (Universidade de Salamanca) e apoiada pela Fundación ONCE e pela Inclusion Europe.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Como Matheus controlou o tamanho da letra

Não foram poucos os desafios enfrentados pela professora Hellen Beatriz Custódio Figueiredo no primeiro ano do aluno Matheus Santana da Silva na EMEF Coronel Helio Franco Chávez, em São Paulo. Depois de descobrir que o menino com autismo já sabia ler e de estimulá-lo a se comunicar, Hellen criou uma estratégia para ajudá-lo a controlar o tamanho da letra e escrever no espaço de duas linhas do caderno comum. A ideia surgiu a partir de um recurso que ela costumava usar no Ensino Infantil.

Enquanto Hellen usava uma parte do quadro negro, Matheus era estimulado a escrever na outra. Aos poucos, ela foi desafiando o aluno a reduzir cada vez mais o seu espaço que usava para escrever. "Eu colei um papel pardo na lousa e disse que só escrevendo ali ele poderia levar as anotações para casa e mostrar aos pais. Então, passei a colar o papel pardo na carteira e fui substituindo os papéis para sulfite A3, caderno de desenho, caderno de desenho com pauta e, assim por diante, até chegar ao caderno brochura", lembra a professora.

É claro que alguns colegas quiseram ter a mesma oportunidade. "Eu deixava, uma vez ou outra, os estudantes participarem dessa experiência, mas todos sabiam que o Matheus precisava disso mais do que eles. Sempre joguei aberto com a classe", destaca a professora. Essa conversa fez toda a diferença, garante a psicopedagoga Daniela Alonso, selecionadora do Prêmio Victor Civita – Educador Nota 10. "Ao fazermos concessões desnecessárias, que não são necessidades, criamos privilégios. Por outro lado, ao atendermos com fundamento as necessidades de educação especial - como neste caso - todos as reconhecem e se beneficiam", explica Daniela.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

TPC

Hoje foi um dia feliz, mais um enorme passa para o Guel. O Guel trouxe trabalhos de casa, apos conversa com a Prof. do regular pedi lhe que envia se trabalhos de casa para aproveitar que a irmã tambem os faz assim poderia o motivar. Então hoje foi um prazer ver o Guel e a irmã a fazerem trabalhos de casa e não estou a brincar o Guel fez a ficha toda. Começou por fazer o nome dele (ajudado) depois associou os numeros aos conjuntos e depois identificou os frutos e pintou com as cores solicitadas e isto tudo sozinho.

Sinto me feliz pois o Guel dia para dia esta a surpreender nos, primeiro foi n final do ano lectivo ter feito a ficha da avaliação, depois ja este ano começou a ficar sozinho na sala e a trabalhar em conjunto com os colegas e agora fazer os trabalhos de casa.

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Dez coisas que toda criança com autismo gostaria que você soubesse.

Por Ellen Nottohm

(tradução livre)



1) Antes de tudo eu sou uma criança.

Eu tenho autismo. Eu não sou somente "Autista". O meu autismo é só um aspecto do meu caráter. Não me define como pessoa. Você é uma pessoa com pensamentos, sentimentos e talentos. Ou você é somente gordo, magro, alto, baixo, míope. Talvez estas sejam algumas coisas que eu perceba quando conhecer você, mas isso não é necessariamente o que você é. Sendo um adulto, você tem algum controle de como se auto-define. Se quer excluir uma característica, pode se expressar de maneira diferente. Sendo criança eu ainda estou descobrindo. Nem você ou eu podemos saber do que eu sou capaz. Definir-me somente por uma característica, acaba-se correndo o risco de manter expectativas que serão pequenas para mim. E se eu sinto que você acha que não posso fazer algo, a minha resposta naturalmente será: Para que tentar?



2)A minha percepção sensorial é desordenada.

Interação sensorial pode ser o aspecto mais difícil para se compreender o autismo. Quer dizer que sentidos ordinários como audição, olfato, paladar, toque, sensações que passam desapercebidas no seu dia a dia podem ser doloridas para mim. O ambiente em que eu vivo pode ser hostil para mim. Eu posso parecer distraído ou em outro planeta, mas eu só estou tentando me defender. Vou explicar o porquê uma simples ida ao mercado pode ser um inferno para mim: a minha audição pode ser muito sensível. Muitas pessoas podem estar falando ao mesmo tempo, música, anúncios, barulho da caixa registradora, celulares tocando, crianças chorando, pessoas tossindo, luzes fluorescentes. O meu cérebro não pode assimilar todas estas informações, provocando em mim uma perda de controle. O meu olfato pode ser muito sensível. O peixe que está à venda na peixaria não está fresco. A pessoa que está perto pode não ter tomado banho hoje. O bebê ao lado pode estar com uma fralda suja. O chão pode ter sido limpo com amônia. Eu não consigo separar os cheiros e começo a passar mal. Porque o meu sentido principal é o visual. Então, a visão pode ser o primeiro sentido a ser super-estimulado. A luz fluorescente não é somente muito brilhante, ela pisca e pode fazer um barulho. O quarto parece pulsar e isso machuca os meus olhos. Esta pulsação da luz cobre tudo e distorce o que estou vendo. O espaço parece estar sempre mudando. Eu vejo um brilho na janela, são muitas coisas para que eu consiga me concentrar. O ventilador, as pessoas andando de um lado para o outro... Tudo isso afeta os meus sentidos e agora eu não sei onde o meu corpo está neste espaço.



3) Por favor, lembre de distinguir entre não poder (eu não quero fazer) e eu não posso (eu não consigo fazer)

Receber e expressar a linguagem e vocabulário pode ser muito difícil para mim. Não é que eu não escute as frases. É que eu não te compreendo. Quando você me chama do outro lado do quarto, isto é o que eu escuto "BBBFFFZZZZSWERSRTDSRDTYFDYT João". Ao invés disso, venha falar comigo diretamente com um vocabulário simples: "João, por favor, coloque o seu livro na estante. Está na hora de almoçar". Isso me diz o que você quer que eu faça e o que vai acontecer depois. Assim é mais fácil para compreender.



4) Eu sou um "pensador concreto" (CONCRETE THINKER). O meu pensamento é concreto, não consigo fazer abstrações.

Eu interpreto muito pouco o sentido oculto das palavras. É muito confuso para mim quando você diz "não enche o saco", quando o que você quer dizer é "não me aborreça". Não diga que "isso é moleza, é mamão com açúcar" quando não há nenhum a mamão com açúcar por perto e o que você quer dizer é que isso e algo fácil de fazer. Gírias, piadas, duplas intenções, paráfrases, indiretas, sarcasmo eu não compreendo.



5)Por favor, tenha paciência com o meu vocabulário limitado.

Dizer o que eu preciso é muito difícil para mim, quando não sei as palavras para descrever o que sinto. Posso estar com fome, frustrado, com medo e confuso, mas agora estas palavras estão além da minha capacidade, do que eu possa expressar. Por isso, preste atenção na linguagem do meu corpo (retração, agitação ou outros sinais de que algo está errado).

Por um outro lado, posso parecer como um pequeno professor ou um artista de cinema dizendo palavras acima da minha capacidade na minha idade. Na verdade, são palavras que eu memorizei do mundo ao meu redor para compensar a minha deficiência na linguagem. Por que eu sei exatamente o que é esperado de mim como resposta quando alguém fala comigo. As palavras difíceis que de vez em quando falo podem vir de livros, TV, ou até mesmo serem palavras de outras pessoas. Isto é chamado de ECOLALIA. Não preciso compreender o contexto das palavras que estou usando. Eu só sei que devo dizer alguma coisa.



6)Eu sou muito orientado visualmente porque a linguagem é muito difícil para mim.

Por favor, me mostre como fazer alguma coisa ao invés de simplesmente me dizer. E, por favor, esteja preparado para me mostrar muitas vezes. Repetições consistentes me ajudam a aprender. Um esquema visual me ajuda durante o dia-a-dia. Alivia-me do stress de ter que lembrar o que vai acontecer. Ajuda-me a ter uma transição mais fácil entre uma atividade e outra. Ajuda-me a controlar o tempo, as minhas atividades e alcançar as suas expectativas. Eu não vou perder a necessidade de ter um esquema visual por estar crescendo. Mas o meu nível de representação pode mudar. Antes que eu possa ler, preciso de um esquema visual com fotografias ou desenhos simples. Com o meu crescimento, uma combinação de palavras e fotos pode ajudar mais tarde a conhecer as palavras.



7)Por favor, preste atenção e diga o que eu posso fazer ao invés de só dizer o que eu não posso fazer.

Como qualquer outro ser humano não posso aprender em um ambiente onde sempre me sinta inútil, que há algo errado comigo e que preciso de "CONSERTO". Para que tentar fazer alguma coisa nova quando sei que vou ser criticado? Construtivamente ou não é uma coisa que vou evitar. Procure o meu potencial e você vai encontrar muitos! Terei mais que uma maneira para fazer as coisas.



8)Por favor, me ajude com interações sociais.

Pode parecer que não quero brincar com as outras crianças no parque, mas algumas vezes simplesmente não sei como começar uma conversa ou entrar na brincadeira. Se você pode encorajar outras crianças a me convidarem a jogar futebol ou brincar com carrinhos, talvez eu fique muito feliz por ser incluído. Eu sou melhor em brincadeiras que tenham atividades com estrutura começo-meio-fim. Não sei como "LER" expressão facial, linguagem corporal ou emoções de outras pessoas. Agradeço se você me ensinar como devo responder socialmente. Exemplo: Se eu rir quando Sandra cair do escorregador não é que eu ache engraçado. É que eu não sei como agir socialmente. Ensine-me a dizer: "você esta bem?".



9)Tente encontrar o que provoca a minha perda de controle.

Perda de controle, "chilique", birra, mal-criação, escândalo, como você quiser chamar, eles são mais horríveis para mim do que para você. Eles acontecem porque um ou mais dos meus sentidos foi estimulado ao extremo. Se você conseguir descobrir o que causa a minha perda de controle, isso poderá ser prevenido - ou até evitado. Mantenha um diário de horas, lugares pessoas e atividades. Você encontrar uma seqüência pode parecer difícil no começo, mas, com certeza, vai conseguir. Tente lembrar que todo comportamento é uma forma de comunicação. Isso dirá a você o que as minhas palavras não podem dizer: como eu sinto o meu ambiente e o que está acontecendo dentro dele.



10)Se você é um membro da família me ame sem nenhuma condição.

Elimine pensamentos como "Se ele pelo menos pudesse…" ou "Porque ele não pode…" Você não conseguiu atender a todas as expectativas que os seus pais tinham para você e você não gostaria de ser sempre lembrado disso. Eu não escolhi ser autista. Mas lembre-se que isto está acontecendo comigo e não com você. Sem a sua ajuda a minha chance de alcançar uma vida adulta digna será pequena. Com o seu suporte e guia, a possibilidade é maior do que você pensa. Eu prometo: EU VALHO A PENA.

E, finalmente três palavras mágicas: Paciência, Paciência, Paciência. Ajuda a ver o meu autismo como uma habilidade diferente e não uma desabilidade. Olhe por cima do que você acha que seja uma limitação e veja o presente que o autismo me deu. Talvez seja verdade que eu não seja bom no contato olho no olho e conversas, mas você notou que eu não minto, roubo em jogos, fofoco com as colegas de classe ou julgo outras pessoas? É verdade que eu não vou ser um Ronaldinho "Fenômeno" do futebol. Mas, com a minha capacidade de prestar atenção e de concentração no que me interessa, eu posso ser o próximo Einstein, Mozart ou Van Gogh. Eles também tinham autismo, uma possível resposta para alzaheim o enigma da vida extraterrestre -

O que o futuro tem guardado para crianças autistas como eu, está no próprio futuro. Tudo que eu posso ser não vai acontecer sem você sendo a minha Base. Pense sobre estas "regras" sociais e se elas não fazem sentido para mim, deixe de lado. Seja o meu protetor seja o meu amigo e nós vamos ver ate onde eu posso ir.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Educação Inclusiva "regressa" a Salamanca

Em Junho de 1994, a cidade espanhola de Salamanca acolheu a Conferência Mundial sobre a Educação Especial, que produziu um conjunto de recomendações a que foi dado o nome de Declaração de Salamanca. O balanço dos resultados conseguidos desde então vai ser feito no mesmo local nos próximos dias 21, 22 e 23 de Outubro.(...)
A conferência, que fará o balanço da Declaração de Salamanca, confrontará os direitos, a retórica e a realidade e é co-presidida por Ingrid Koerner, presidente da Inclusion Europe e membro do Council of Inclusion International, e Gordon Porter.
Ao longo dos últimos 14 anos, após a Declaração de Salamanca, a educação inclusiva tem vindo a afirmar-se no contexto das políticas de igualdade de oportunidades. Ao nível das várias instâncias internacionais, as questões referentes a esta temática têm vindo a ocupar um lugar central na discussão e elaboração de documentos orientadores e reguladores das políticas e das práticas.
Os países dispõem hoje, entre outros instrumentos de política, da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006) que integra um artigo específico sobre a educação das pessoas com deficiência. O conceito de deficiência adoptado nesta Convenção, em total coerência com o modelo biopsicossocial, consubstanciado na Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde (OMS, 2001), determina mudanças nas práticas para que seja possível alcançar os ideais de uma verdadeira educação inclusiva.
A formação dos profissionais de educação deverá não só acompanhar e integrar esse processo de mudança, mas também constituir um garante da sustentabilidade da mesma.
Em Portugal, onde também este tema ocupa um lugar cada vez mais cimeiro na agenda pública, o Ministério da Educação introduziu reformas importantes, consubstanciadas designadamente no Decreto-Lei n.º 3/2008, ao mesmo tempo que as fez acompanhar de perto por uma equipa de monitorização liderada, como foi dito, pelo professor Simeonsson, e fomentado a discussão pública da evolução da reforma. (...)

Notícia completa do JN

DGIDC

27 Outubro - Não faltem

Núcleo Distrital do Porto

UNIDOS POR UMA CAUSA

Pais-em-Rede é um movimento cívico nacional, sem fins lucrativos, que apoia
“famílias especiais” com o objectivo de promover a qualidade de vida e a realização de projectos pessoais e profissionais das pessoas com incapacidade.
Pais-em-Rede pretende ser uma voz activa que actua de forma dinâmica e
transversal, em colaboração com as estruturas existentes, de modo a definir a complexa rede de carências e abrir caminhos para as resolver.
Para isso nos constituímos e no trabalho conjunto nos reforçamos.
Apelamos a todos os pais para que a rede seja sólida e abrangente.
Apelamos a todos os cidadãos para que colaborem na construção deste projecto:
- se é pai ou mãe, eduque o seu filho no respeito pela diferença
- se é professor/a ensine os valores da dignidade humana
- se é profissional de saúde, além da doença veja a promessa
- se é jornalista alargue a consciência solidária do público
- se é advogado/a lute pela visibilidade e cumprimento das leis
- se é artista crie beleza onde a norma rejeita
- se é arquitecto/a construa com as limitações dos outros
- se é empresário, partilhe a riqueza como um investimento com retorno.
Seja qual for a sua situação, lembre-se que é um ser humano e actue em
conformidade.
Assim, convidamo-lo(a) a estar presente no 2º Encontro do Núcleo Distrital do
Porto deste Movimento, no dia 27 de Outubro, pelas 21 horas, no Auditório do CEFPI-
Centro da Vilarinha, na Rua da Vila Nova, 1323, 4100-506 Porto, para unidos lutarmos por esta causa.
Teremos connosco a Presidente do Movimento, a Drª Luísa Beltrão.
Contamos consigo!


Ilda Taborda
Celeste Marques Carvalho
Mª Fátima Gomes Carvalho
(Núcleo Distrital do Porto)

sábado, 17 de Outubro de 2009

Conciencialisar a Sociedade para o Autismo

É importante termos presentes que o Autismo cada vez mais a afecta um maior numero de individuos. Nos EUA estudos revelam um racio de 1/100 e ainda mas alaramante, o Autism Research Center no Reino Unido, divulgou um estado de 1/68.
Em Portugal apenas não se sabe, os dados andam espalhados pelas consultas de desevolvimentos dos varios Hospitais Centrais, houve uma tentativa de compilar os numeros atraves das escolas mas numeros validados não existem.

Porque é tão urgente e necessario saber estes racio e o numero de pessoas com Perturbções do Espectro do Autismo em Portugal?

É necessario saber para agir, é importanta para as Escolas, para as Instituições, para o proprio estado saber quantos são, que idade têm e aonde estão. Pois só assim se podera criar um plano de integrado de reposta a estas pessoas, se queremos ser uma sociedade integradora temos de criar as condições para que estas pessoas tomem parte da sociedae de uma forma activa.
Por é importante que os Hospitais sinalizem e façam o diagnostico mais cedo, so assim é que se poderá ter uma intervenção precoce mais eficaz fazendo com que estas crianças desenvolvam ao maximo as suas capacidades e tambem seja encaminhados todos os casos para as Comissões de Intervenção Precoce do SNIP.

Tendo estes dados permite que seja planeada uma rede de escolas que possibilitem o desenvolvimento intelectual, social e cognitivo destas crianças. Criar apoios efectivos nas escolas, preparar a comunidade escolar para receber estas crianças de caracteristicas diferentes para depois poder dar uma resposta adequada ao seu percuros escolar, promovendo a sua integração e a sua formação para serem adultos activos.

Por isso é necessario e urgente que haja uma conscialização da sociedade para o Autismo, que todos estejam conscientes que uma aposta forte na juventude destes individuo vai se traduzir em adultos mais capazes, mais integrados e com menos dependencia.
Sairemos todos a ganhar, as familias e os proprios, o estado e finalmente toda a sociedade que melhora a qualidade de vida dos seus pares diferentes.

Escrito por: Fernando Miguel Azevedo