sexta-feira, 19 de setembro de 2008

GASC - Grupo de Autonomia e Sociabilização em Contexto

Na proxima semana vai se dar inicio ao segundo ano deste projecto que pretende ser um compelmento a escola e uma nova oportunidade para as crianças entre os 06/16 anos.
Este projecto pretende dar resposta a falta de actividades direccionadas para autonomia, sociabilização e bem estas das crianças com PEA entre estas idades, pois unica resposta que se encontra são horas infinitas nas escolas fechados nas salas e trabalhar infindavelmente para desenvolver a sua parte cognitiva.

Considero que deste ponto de vista o GASC - Grupo de Autonomia e Sociabilização em Contexto é uma "lufada de ar fresco" pois atravez do CFN - Curriculo Funcional Natural vai se trabalhar competencias basicas e do dia a dia de forma estruturada mas contextualizada e não menos importante vai proporcionar as crianças que vão frequentar esta valencia da APPDA-Norte uma oportunidade de trabalhar a parte motora em contexto desportivo.

Este grupo é constituido por uma Mestre em Educação Fisica Adaptada, uma Psicologa,uma Terapeuta de fala e dois auxiliares, ja foram entregues aos pais o calendario de actividades para todo o ano onde constam actividades surpreendentes que passo a referir:

Desporto:
Hipoterapia - com o objectivo de trabalhar a postura e desenvolver a estrutura fisica das crianças, trabalhar a confiança, a autonomia de saber vestir e despir o equipamento, de ser autonomo em ir buscar e levar o cavalo a box e tambem trabalhar a parte relacional entre a criança e o proprio cavalo.

Pisnica - O objectivo aqui é um pouco diferente do da Balneoterapia, não passa pelo relacionamento entre pais e filho, mas sim aposta na habituação ao meio aquatico como trabalhar a respiração, a colocação na horizontal, deslocar se de pe na agua e final o santo grall que é nadar. Isto tud, mais a importante tarefa de se deslocar muitas vezes a pe do centro ate a piscina trabalhando a competencia de se deslocar na rua autonomamente, o vestir e despir e o tomar banho.

Surf - É uma actividade vincadamente de prazer para as crianças, mas onde se trabalham tambem situações muito importantes, desde logo o equilibrio na prancha que ajudara a fazer o transfer desse equilibrio para situações do dia a dia, vestir um fato de borracha (que não é tarefa facil mesmo para nt's), perceber o mar e as ondas.

Caminhadas - Mais uma actividade de prazer, que tambem tem audaciosos onjectivos de trazer boa forma fisica as crianças, promover o contacto com a natureza, ajuda los no caminhar e tambem gastar energias a mais que sempre existem as crianças com esta patologia.

Oficinas de Serralves - Local aonde as crianças poderam das largas a sua imaginação na area da plastica.

Cozinha Pedagogica - Não é isso que esta apensar, ista cozinha não é para criar grandes chefes de cozinha, mas sim para trabalhar todo o conceito de alimentação para que esta crianças não ficam a imaginar que uma refeição aparece do nada. A cozinha pedagocica faz saidas ao supermecado para compra dos produtos, confeccionar bolos, preparar o lanche e arrumar tudo.

Saidas ao Shopping - Ajudar na sociabilização para que eles percebem a dinamica de andar num shopping, do que podem fazer e do que não devem fazer.

Idas ao correio - Saber ir o que se vai la fazer, comprar selo e envelope para depois em trabalho de sala escrever uma carta para se enviar (gostava que tomassem atenção a tudo o que se esta a trabalhar numa saida desta que parece tão simples e nestas crianças é uma tarefa faraonica)

Muscia - Estimulação dos sentidos rimicos e contacto com instrumentos

Colonia Balnear - Durante o mes de Julho

Isto são algumas das actividades que esta valencia vai desenvolver durante o proximo ano, sempre com objectivos de grupo e indivudais pois cada criança que esteja neste grupo tem o seu Curriculo Funcional Natural e a familia vai definir com os tecnicos o que prioritariamente se vai trabalhar alem de todas as outras competencias, posso dar como exemplo uma familia quer como prioridade que a criança entre e saia do carro autonomamente ou que aperte os atacadores ou ainda tenha contacto com o computador.

Votos de muito sucesso para todos e quem se quiser juntar penso que ainda havera algum espaço.

Aumentam os casos de Autismo e deficit de atenção

Congresos médicos.El programa de atención temprana ha recibido 2.600 casos desde el 2003.350 neuropediatras analizan en Zaragoza el estado de la especialidad.

CARMINA PUYOD

Narbona, presidente de la SENP, en el centro J. López Pisón y a la dcha, J.L. Peña.

Los diagnósticos de déficit de atención y de nuevas variantes de autismo son cada vez más habituales en las consultas de neurología infantil, tal como reconocieron ayer los organizadores del XXXIII reunión anual de la Sociedad Española de Neurología pediátrica, que desde hoy reúne a 350 expertos de todo el país en Zaragoza

La falta de atención en los niños representa hasta un 5% de los diagnósticos, mientras que los especialistas han observado un incremento de nuevas variantes de la gama del autismo, alejadas del autismo clásico, mucho más leves, y que llevan al niño que lo padece a no disponer de las competencias sociales necesarias para su integración.
Entre las razones que explicarían esta tendencia al alza en ambos casos médicos, los expertos reunidos en la capital aragonesa apuntan a una mayor sensibilización y a una mayor capacidad para el diagnóstico, unidas a la exigencia de competencias en la sociedad actual, que obliga a analizar los síntomas desde el fracaso escolar, la hiperactividad o la falta de habilidad para una relación social normalizada tanto en el entorno familiar como en su lugar de estudio.
No obstante, los neuropediatras reconocieron que existe una colaboración más estrecha entre la parte médica y los recursos especializados que ayudan a mejorar aspectos neurológicos desde edades tempranas. Así, los neuropediatras del hospital Miguel Servet, J. López Pisón, y J. L. Peña, presidente y vicepresidente respectivamente de la reunión científica en Zaragoza, reconocieron los buenos resultados del programa de atención temprana, puesto en marcha por la comunidad autónoma en el 2003 para niños de cero a seis años, con problemas de desarrollo o en riesgo de padecerlos.
En total, este programa ha sido solicitado por 2.600 familias, --tanto directamente como a través de los canales médicos--. Según los expertos, los recursos en Aragón cubren perfectamente esta demanda, aunque todo es mejorable, y la cifra se ajusta a la horquilla dada por la Organización Mundial de la Salud que señala que la población infantil susceptible de recibir esta atención temprana va desde el 2,75% hasta el 7,5%, lo que se traduce en una franja que va de 1.800 a 4.88 niños de dichas edades.
En la reunión, en la que participarán 350 especialistas, se presentará un estudio de los niños atendidos en la Unidad de Neuropediatría del Servet entre el año 2000 y mayo de este año, concretamente 5.007 pacientes, de los que el 8,8% sufre enfermedades raras y el 10% algún tipo de epilepsia. Por otro lado, también se sigue atendiendo casos infantiles con retardo mental de origen prenatal, así como niños prematuros con posibilidad de sufrir problemas motores, así como casos de cefaleas, migrañas, epilepsias, así como de plagiocefalea.
Asimismo, durante la reunión también se prevé estudiar la utilización de la toxina botulínica para abordar la espasticidad en los casos de parálisis cerebral, que es una de las aplicaciones que precisa de buena parte del tiempo de atención en consulta.
La Sociedad Española de Neuropediatría tiene previsto además aprovechar las dos jornadas de esta reunión par presentar las últimas novedades científicas en hiperactividad y déficit de atención y los últimos avances en otras patologías neuropediátricas como en el síndrome de Hunter o las últimas aplicaciones de la toxina botulínica en la atención temprana de estos casos. Los retos y estrategias del neuropediatra en el siglo XXI centraran también las mesas redondas y simposios durante la reunión, en la que se presentarán más de 200 comunicaciones, trabajos, estudios y conclusiones de las diferentes investigaciones llevadas a cabo sobre estas patologías.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

III Bienal APPDA-Norte

III Bienal de Autismo da APPDA - Norte

A APPDA - Norte vai realizar a sua III Bienal de Autismo a 24 e 25 de
Outubro subordinada ao tema "As necessidades das famílias de pessoas com
perturbações do espectro autista. Diferentes perspectivas de intervenção".
No dia 24 e no Auditório da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia serão
apresentadas várias comunicações que ajudem aos trabalhos do dia seguinte.
Na manhã do dia 25 de Outubro, e na sede da APPDA - Norte, serão formados
grupos de discussão e reflexão
Vimos por este meio enviar a V. Exca. o folheto com o programa e ficha de
inscrição, em anexo, agradecendo desde já a sua divulgação. Pode efectuar a
sua inscrição remetendo-nos o destacável (pode fotocopiar), quer por
correio, fax ou enviar os dados do mesmo por correio electrónico para o
endereço bienal@appda-norte.org.pt .
As inscrições serão consideradas por ordem de chegada somente após o
pagamento da mesma e para o qual pode utilizar a transferência por
multibanco.
Qualquer informação adicional pode contactar a Dra. Daniela Sousa / D.
Deolinda Reis pelo telefone 227 169 550 ou para bienal@appda-norte.org.pt

Com os nossos melhores cumprimentos,

A Organização da III Bienal

Dia 24 de Outubro de 2008 (Sexta-feira)

Auditório da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia

9h00 Abertura do Secretariado
9h30 Cerimónia de Abertura da III Bienal
- Exmo. Sr. Ministro do Trabalho e da Solidariedade*
- Exma. Sra. Governadora Civil do Porto*
- Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Gaia
- Exmo. Sr. Presidente Junta Freguesia de Mafamude
- Exma. Sra. Preidente Federação Port. Autismo
10h00 "Autismo e Ciclo de Vida" - Rutger Jan Van der Gaag
10h45 Debate
11h00 Intervalo para café
11h30 "Um Pé Dentro, Outro Fora! - Ponte entre as
Necessidades das Famílias e as Perspectivas dos
Técnicos"- Cipriano Jimenez
12h15 Debate
12h30 Intervalo para Almoço
14h00 "História da Intervenção Precoce" - Ana Serrano
14h30 "Diagnóstico de PEA e o seu Impacto na Família"-
Susana Aires Pereira
15h00 " Intervenção Escolar nas Crianças com PEA"
Representante da Direcção Geral de Inovação e
Desenvolvimento Curricular
15h30 "Exemplo de Centro de Intervenção Precoce em PEA"
- João Teixeira
16h00 Intervalo Café
16h30 "Manter Laços" - Paula Pinto de Freitas
17h00 "Serviços de Apoio à Família" - Estrela Allegue
17h30 "Qualidade de Vida" - Herculano Castro e Natália
Correia
18h00 " A Palavra aos Pais" - Histórias de Vida
18h30 Encerramento dos Trabalhos
- Exmo. Sr. Vereador Acção Social da C.M. De Gaia
- Exmo. Sr. Director do DGIDC *

* a confirmar

Dia 25 de Outubro de 2008 (Sábado)

INSTALAÇÕES DA APPDA-NORTE

9h30 Abertura Grupos de Discussão e Reflexão

ADULTOS

1 - Qualidade de Vida

2 - Situações de Crise

INFÂNCIA

1 - (Des) Organizar o Crescimento - (Crescer com PEA)

2 - (Des) Estruturar a Escola - (A experiência escolar)

Nota: As inscrições estão limitadas a 15 / 20 pessoas por grupo e tema.,
sendo utilizado o critério de ordem de chegada. No destacável indicar a
ordem de preferência de inscrição nos temas para o caso de as preferências
iniciais estarem completas .

APRESENTAÇÃO DE POSTERS

Os interessados em apresentar posters devem fazer chegar os seus trabalhos
para a APPDA-NORTE para apreciação, até 17 de Outubro.

ABA em Lisboa dia 18 Setembro

A Applied Behaviour Analysis (ABA) é uma metodologia de intervenção de crianças e jovens autistas com resultados comprovados cientificamente. Quando iniciada precocemente a maioria destas crianças consegue integrar a escolaridade obrigatória com apoio mínimo, muitas delas atingindo parâmetros considerados normais.

Em Maio passado, foi dado o primeiro passo na implementação da metodologia ABA em Portugal, com a realização de um curso para profissionais e outro para pais, que decorreram na Universidade Lusófona sob a responsabilidade de duas técnicas americanas da Escola ABC Real da Califórnia, que é uma prestigiada instituição com ligações muito próximas à Universidade da Califórnia e é financiada pelo Estado da Califórnia.

O êxito destes cursos foi enorme a diversos níveis e, sem dúvida, representou mais um passo na História do Autismo em Portugal. Constituiu a primeira fase de um ousado projecto: a abertura do primeiro Centro ABA em Portugal. Este ousado projecto que encetámos dá os primeiros passos de forma segura.

A abertura solene do Centro ABC Real Portugal, que irá realizar-se na Fundação Calouste Gulbenkian, no próximo dia 18 de Setembro, às 18 horas, no Auditório 3 e na Sala 1, com uma Palestra do Professor Doutor Joseph Morrow, Presidente da Escola ABC Real (Sacramento, Califórnia) e Professor da California State University, subordinada ao tema da intervenção ABA no Autismo, intitulada: "Behaviorism and Applied Analysis: History and Philosophy".

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Ensino Especial

Mais de 100 mil alunos com necessidades especiais estão sem qualquer apoio pedagógico, situação que em muitos casos se transforma em "graves problemas de insucesso escolar", de acordo com o professor catedrático da Universidade do Minho, Miranda Correia.
O Coordenador da Área de Educação Especial da Universidade do Minho chega a este número baseando-se no facto de não existirem estudos efectivos do número de crianças com necessidades especiais e de o Ministério da Educação apresentar uma estimativa "muito abaixo de qualquer estudo internacional". Para o ME, as crianças com necessidades especiais "rondam os 1,8 por cento, "um número totalmente abaixo de qualquer estudo internacional", afirma Miranda Correia que defende situarem-se entre os oito e os 12 por cento os alunos que têm dificuldades de aprendizagem específicas.

Para o especialista, aquela diferença representa que mais de 100 mil alunos estejam fora das contabilidades e apoios do Ministério: "Entre 100 a 150 mil alunos com necessidades educativas especiais estão sem apoio, sendo que metade diz respeito a dificuldades de aprendizagem específica, como a dislexia", disse à Lusa o professor catedrático da Universidade do Minho, Miranda Correia, alertando para o perigo de estas situações acarretarem "graves problemas de insucesso escolar".

Além desta contabilidade diferenciada, as organizações que trabalham com crianças com necessidades educativas especiais criticaram esta semana o financiamento atribuído pelo ME, considerando mesmo que a "falta de verbas" poderá pôr em causa os apoios prestados aos alunos.

Com a reforma da educação especial, que prevê a integração de todas as crianças com deficiência no ensino regular até 2013, as escolas especializadas estão a transformar-se em centros de recursos, tendo apresentado este ano, pela primeira vez, projectos de apoio educativo que vão ser desenvolvidos em parceria com os estabelecimentos de ensino regulares.

A ex-professora Rosa Guimarães, da Associação Nacional de Deficientes, lembra casos concretos de crianças "abandonadas pelo sistema": a jovem cega de 14 anos que mudou de estabelecimento de ensino e agora vai ter de percorrer todos os dias 20 quilómetros "desconhecidos" para chegar à escola. O menino que todos os dias chega ao pé dos colegas numa ambulância dos bombeiros porque não existe um carro adaptado para o transportar. Os alunos que não conseguem entrar na casa de banho porque a porta é demasiado pequena para passar a cadeira de rodas. Os estudantes impedidos de ir à biblioteca do primeiro andar, por falta de um elevador que transporte a cadeira de rodas.

"Estamos ainda na Idade Média", acusa Rosa Guimarães, lembrando que muitas crianças com deficiência "estão na escola, mas fazem uma vida totalmente à parte". Existem ainda os alunos "com problemas de aprendizagem, como os que têm dificuldades de linguagem que deixaram de ter apoio. Agora só as crianças com grandes dificuldades passam a ser acompanhadas", acusou Rosa Guimarães.

Fonte: Texto Lusa - Imagem da net

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

"CAN"






Este filmezinho já tem alguns anos (desconheço quantos) e originalmente vinha acompanhado de um texto explicativo, texto esse que por vir independente ter-se-á "perdido" nos reenvios dos reenvios. Pessoalmente, tambem não tive a oportunidade de o ler mas segundo me relatou um colega que o terá lido, o seu teor seria básicamente o seguinte: Num país qualquer (que, segundo parece, terá sido na África do Sul), um jovem deficiente com vários problemas, fruto de paralisia cerebral, terá manifestado ao pai (que apesar da sua avançada idade ainda era praticante desportivo) o seu sonho de um dia poder participar numa prova muito famosa na sua cidade. Essa prova era um Triatlo mas de dimensões superiores ao triatlo normal, ou seja, uma prova duríssima, mesmo para atletas de alto nível. E o pai... fez o que consta do filme-resumo. Segundo constava do texto, a equipa pai-filho chegou ao fim da prova muitas horas depois (acho que mais de sete) de todos os outros terem terminado. Mas chegaram! E para surpresa deles, a Organização da prova manteve todo o "staff" no local de chegada para os receber condignamente! ... para que o jovem tivesse a alegria de poder dizer (no seu caso, escrever) "C A N" (em português: "POSSO") Talvez este filmezinho ajude alguns pais a adquirir mais um pouco de paciência (a juntar à muita que já tem habitualmente com os seus filhos "especiais") quando eles estiverem com dificuldades em participar numa qualquer actividade desportiva. ...ou numa simples tarefa do dia-a-dia, como segurar correctamente nos talheres, ou calçar um par de luvas, ou pegar num lápis e escrever o próprio nome... Um abraço para todos.

E acreditem numa coisa:

FILHOS ESPECIAIS SÃO PARA PAIS ESPECIAIS


Enviado por Rui Barreira

domingo, 31 de agosto de 2008

Pirralhos, mal educados???? - Boa reacção da comunidade Autista

Radialista: autistas são pirralhos que não se comportam
Jacques Steinberg


Michael Savage, o polêmico radialista que na semana passada afirmou que praticamente todas as crianças autistas são "pirralhos que não foram ensinados a se comportar", disse em entrevista telefônica na segunda-feira que sustentava sua declaração e não tinha intenção de se desculpar com defensores e pais de crianças autistas que exigem a sua demissão devido ao incidente.
"Meu ponto de vista continua sendo verdadeiro", disse Savage, cuja audiência é menor apenas do que as de Rush Limbaugh e Sean Hannity, em entrevista.

"Essa é uma condição médica com diagnósticos demais. Para mim, não existe um diagnóstico definitivo para o autismo." Em 16 de julho, Savage insinuou em seu programa que "99% dos casos" de autismo resultavam de criação negligente.

Ele disse aos ouvintes: "Eles não têm um pai que lhes diga 'não aja como um idiota. Assim você não vai conseguir nada na vida'". Segundo o radialista, entre as advertências que as crianças com autismo deveriam ouvir estão: "Endireite-se. Aja como homem. Não fique aí sentado, chorando e berrando, seu idiota".

Quando lhe perguntaram na segunda-feira se ele de fato acreditava que 99 em cada 100 crianças autistas haviam recebido diagnóstico errado, Savage admitiu que o número era "um pouco alto".

Ele complementou: "Foi uma hipérbole". Mas o radialista afirmou estar orgulhoso de ter estimulado a discussão sobre o assunto e planeja dedicar seu programa inteiro na segunda-feira - transmitido ao vivo do norte da Califórnia das 15h às 18h, horário da Costa Oeste - aos pais e outros ouvintes que ligarem discordando dele e desejando instruí-lo.

Embora o programa de Savage seja transmitido por mais de 350 estações de rádio americanas, seus comentários sobre autismo se espalharam na sexta-feira através de um e-mail enviado pela Media Matters for America, um grupo de apoio que se dedica parcialmente a "corrigir informações conservadoras equivocadas na mídia".

Alguns críticos não quiseram esperar até o programa de Savage, chamado The Savage Nation, para expressar sua divergência com o radialista.

Na cidade de Nova York, a Autism United, uma coligação de organizações de apoio às crianças autistas, fez um protesto na segunda-feira em frente aos estúdios da WOR (710 AM), que transmite o programa de Savage de segunda à sexta, das 18h às 21h, horário da Costa Leste.

"Ele caracteriza as crianças que sofrem dos casos mais graves de autismo - crianças deficientes - como sendo pirralhos malcriados cujo único defeito é ter pais que não os disciplinam", disse John Gilmore, diretor-executivo da Autism United e pai de um menino de oito anos diagnosticado com autismo.

"Isso é uma representação totalmente equivocada do que acontece com as crianças autistas. Basicamente, o que ele faz é reproduzir o que costumava ser dito sobre o autismo há 40 anos, no apogeu da análise freudiana", Gilmore complementou.

"Costumava-se culpar a má criação dos pais. Não há nenhuma evidência que sustente isso." Paul Siebold, porta-voz da WOR, disse em declaração por e-mail: "As opiniões exprimidas por Michael Savage são dele e não da rádio WOR. Lamentamos qualquer consternação que os seus comentários possam ter causado aos ouvintes".

Mark Masters, executivo-chefe do Talk Radio Network, que detém os direitos de transmissão do programa de Savage e estendeu seu contrato até fevereiro, não respondeu às diversas mensagens deixadas em seu escritório na segunda de manhã.

Catherine Lord, especialista em autismo e professora convidada do centro de estudos infantis da Universidade de Nova York, disse que por trás do polêmico argumento de Savage há um fundo de verdade: algumas crianças recebem um diagnóstico de autismo por tabela, quando não se encaixam em nenhuma outra categoria.

Mas com muito mais freqüência, crianças com autismo recebem outro diagnóstico. Ela também disse temer que os comentários desinformados de Savage possam ser nocivos.

"Qualquer tendência de culpar a criança ou acreditar que ela só está sendo malcriada perpetua o mito de que o autismo não é uma deficiência de aprendizado. É uma condição neurobiológica, como a epilepsia ou qualquer outra condição médica como diabetes e problemas cardíacos. É como culpar uma criança com problemas cardíacos por não conseguir se exercitar."

23JUL08 - The New York Times - Tradução para português do Brasil: Amy Traduções - In noticias.terra.com.br